As psicoterapias estão ganhando cada vez mais espaço na sociedade, seja pelo aumento dos desequilíbrios emocionais, ansiedade, depressão. Como também, pela própria perda do preconceito das pessoas a respeito de fazer um acompanhamento psicológico.

O que era visto apenas em filmes e séries, aquela imagem clássica de alguém deitado no divã falando e falando com alguém anotando coisas em um bloquinho, felizmente saiu da ficção e veio para a realidade das pessoas.

Porém não só de Freud vive a psicologia, existem outros métodos de terapias que são muito usadas e se adequam melhor para tratar casos diversos, pois os motivos que levam as pessoas a procurarem uma terapia são muitos e a escolha da linha psicoterápica é importante para ter bons resultados.

Dentro da psicologia tradicional existem cinco principais linhas terapêuticas, cada uma vai se adequar melhor não só aos tipos de problemas mas também a personalidade do indivíduo, vamos ver quais são.

Psicanálise

A terapia da psicanálise foi criada pelo todo poderoso Sigmund Freud, e é justamente essa imagem clássica que ficou marcada na cabeça das pessoas, alguém deitando no divã ao lado do psicanalista.

A psicanálise trabalha muito a ideia de traumas gerados no passado. Ela lida com nosso inconsciente e com a premissa de que lá acontecem processos psíquicos que podem explicar os nossos conflitos.

O psicanalista propõe conexões entre o que é dito e os problemas que levaram a pessoa ao consultório. Através da fala procura entender o que o seu inconsciente expressa, para te conduzir a tornar isso consciente e poder lidar com essas questões

As terapias podem durar anos, tudo depende de como o paciente responde ao processo e é indicada para quem prefere algo mais profundo e lento.

Junguiana

A terapia Junguiana, também conhecida como psicologia analítica, foi criada pelo, também muito famoso, psiquiatra Carl Jung. Jung era um discípulo de Freud, mas seguiu seu caminho e criou seu próprio conceito analítico.

A terapia analítica de Jung, também parte da ideia do inconsciente, mas crê que exista um inconsciente coletivo onde os símbolos têm o mesmo significado para todas as pessoas.

Nesse tipo de análise, o profissional tenta interpretar como essa simbologia aparece nas falas do paciente, para que ele possa compreender os processos do seu inconsciente.

Outras estratégias também usadas pelos terapeutas de Jung são o da experimentação criativa, usando música e arte como maneira de expressão. Algo bastante curioso das terapias Junguianas é que alguns profissionais mantém algo chamado de “caixa de areia” para que as pessoas montem cenários ligados a suas memórias e sofrimentos.

Psicodrama

A técnica de terapia do psicodrama é uma das mais diferentes e interessantes se tratando da maneira lúdica como é abordada, como o próprio nome diz, ela é baseada na dramatização e foge bastante dos tipos de terapia tradicionais feitas por um médico e um paciente.

Ela foi criada pelo médico psicanalista Jacob Moreno e consiste em uma sessão geralmente grupal onde a ideia é trazer os conflitos para fora por meio da dramatização.

Nas sessões, o grupo discute um tema e em seguida é feita uma encenação, em que o protagonista contracena com os demais coadjuvantes ligados ao tema discutido, e por fim o grupo compartilha seus sentimentos em relação a cena. E o terapeuta é quem conduz e dirige tudo.

O psicodrama é bastante inovador, dando livre expressão a medos e angústias, sendo um método muito valioso para o desenvolvimento terapêutico e é perfeito para quem gosta de algo movimentado e compartilhar suas experiências com as pessoas.

Psicologia comportamental

A análise de comportamento é uma psicoterapia construída a partir do conceito do behaviorismo que tem como objetivo o estudo do comportamento. Essa teoria foi baseada na obra de John Watson e defende que a psicologia pode ser diretamente estudada por meio da observação do comportamento do indivíduo.

Olhando para os comportamentos que a pessoa tende a repetir em certos contextos, a terapia procura fazer que isso seja cada vez mais perceptível. Portanto, para mudar comportamentos negativos, é preciso entender e identificar esses padrões de comportamentos nocivos e tentar desenvolver respostas mais adaptadas e saudáveis.

A psicologia comportamental é um dos tipos de terapia que difere da psicanálise tradicional, o paciente fala com o psicólogo que ouve e conduz a sessão, mas podem ser usados exercícios de relaxamento e respiração, como também algumas atividades para serem feitas em casa.

Funciona bem para quem tem ansiedade, fobias, dependências químicas e pode ter resultados mais rápidos do que outros métodos de terapia, claro que tudo depende de cada caso e profissional.

Gestalt

A terapia Gestalt foi desenvolvida por Fritz Perls e sua esposa, Laura Perls, que trabalharam para desenvolver uma abordagem de terapia mais humanista, totalmente focada no paciente.

Essa abordagem terapêutica procura entender o paciente como um todo, ela tem mais preocupação com a forma como o indivíduo interpreta a vida, olhando para a maneira como ele pensa e se expressa.

Os pacientes da Gestalt são analisados em relação ao meio em que vivem, trabalho, família, amigos e suas atitudes em todos esses contextos. O Terapeuta ouve mas presta atenção em gestos, postura, tom de voz, é uma terapia realmente voltada para o paciente e o sentido que ele dá às experiências que teve, baseados no agora.

Através da terapia Gestalt, os pacientes aprendem a ser mais conscientes de seus padrões de pensamento, passam então a conhecer comportamentos negativos que estejam os tornando infelizes e bloqueando a verdadeira autoconsciência.

Uma abordagem curiosa da Gestalt, é a técnica da cadeira vazia, na qual o paciente conversa com uma cadeira vazia imaginando que ali está outra pessoa ou uma parte de si mesmo.

A Gestalt é indicada justamente para quem não se sente bem em seu meio, quem se vê estagnado e entediado com a vida. Parece uma abordagem de terapia bastante ligada com os problemas pós-modernos.

 

Viu aí que existem abordagens diferentes e bem interessantes? Cada uma tem seu foco, seu método, mas todas têm um imenso respaldo de muita pesquisa e estudo justamente para entender a complexidade da mente humana e maneiras de nos fazer viver melhor.

Além dessas 5 que citei, existem outras linhas de abordagem, mas eu acredito que já plantei a semente da curiosidade em vocês e espero que sintam-se instigados a pesquisar e se aprofundar no tema.

E claro, se for o caso, vão poder escolher com mais propriedade o tipo de terapia que combina mais com você, tudo sempre com um profissional.

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