SÃO PAULO, SP, 09.09.2016: MUSICAL-SP - O filósofo e educador Mário Sérgio Cortella na estreia do musical "Gota D'Água (a Seco)", com direção de Rafael Gomes, no Teatro Faap em São Paulo. (Foto: Bruno Poletti/Folhapress)

Mario Sérgio Cortella, mostra que algumas pessoas diante de sua incapacidade de assumir uma falha, simplesmente simulam uma esperteza que não possuem e tentam em vão driblar o caminho mais correto em um diálogo ou argumentação.

Essas pessoas segundo Cortella, são ‘incultas’, porque não cultivam a possibilidade de serem mais inteligentes, com humildade de conhecimento.

Leia parte da entrevista de Cortella a CBN: 

“Pensar menos faz bem, vamos pensar um pouco sobre o motivo desviante. A ignorância conveniente, pessoas que procuram escapar pela tangente e que simulam a inteligência de última instância, é marcada isso sim por uma grande ignorância.

Pessoas incultas, entendido ai inculto, não aquele ou aquela que não passou pela escolaridade formal à que não ‘aprofunda estudos’, ao contrário, mas aquela pessoa que não cultiva dentro dela a possibilidade de ser muito mais inteligente com humildade de conhecimento, com uma capacidade intelectual que não a leve a procurar driblar aquilo que é o caminho mais correto em um diálogo ou argumentação.

Como eu dizia procura escapar por uma tangente acima de tudo simular uma importância, uma esperteza que em grande medida não carrega, esse tipo de ignorância que eu lembrava é muito conveniente ela aparece especialmente quando é necessário que se justifique aquilo que se faz ou que se falou, ou  que ao qual se descorda dos modos. 

Um dia Marie von Ebner-Eschenbach, uma escritora austríaca, nascida em 1830, ela tem uma coletânea de aforismos, foi publicada em 1880, escreveu Ebner-Eschenbach: “Quanto mais inculto um homem, tanto mais rapidamente encontra uma desculpa.”

Isto é a incapacidade de assumir a possibilidade da falha do desvio, da não forma de conhecimento mais direto do que precisa ser sabido, e por isso ficar procurando por ser inculto e não por não ser escolarizado. Mas por ser inculto de não procurar assumir como lembrava e encaixar de modo muito veloz desculpas.

‘É tempo para o conhecimento’.”

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